jeudi, mars 4

Dias há para perceber o fundo do poço,
a sede dos dias que se afundam,
não se percebem.

E o fundo do poço percebe-se
que seja sede de dias.

De alturas antigas
que viajam em vertigem.

Viajam nos nossos filhos,
e na luz que nos protege
da sede.

A luz que descobre o fundo
dos poços.

A vertigem da descoberta
abre-nos a boca timidamente
e mata-nos a sede
dia-a-dia ,

como se de um suave amor
incondicional
se tratasse.